quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pequena lua


Ao olhar para o escuro
com pequenos brilhos
vejo um sorriso em meio a lua
mas não é um sorriso de alegria
e sim de agonia

tenho medo, deste grande sorriso brilhante no céu
passa tal sentimento
que se afogo juntamente com toda a população
em toda a magoa de estar aqui
este sorriso de deuses que riem do nosso pequeno orgulho

a escuridão esta ao nosso redor,
onde só alguns podem ver,
com o simples gesto de olhar para o céu,
e não ver mais o brilho que estava lá
e sentir uma pequena pontada no peito
como se falta-se algo ali

um aperto que no fundo sabemos
que nós e apenas, nós criamos
na decadência da compaixão,
no desaparecer do amor
e no crescer do ódio em meio a população

se não mudarmos tudo estará perdido
o que criamos
e tudo aquilo que nos dedicamos no passado
irá simplesmente desaparecer.
e enfim o mundo se foi.
e no fim, todos serão apenas plantas esperando para secar
e morrer sem lutar.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sentir


Nunca sabem o que sinto
nunca saberão o que senti
nunca irão me entender
não conseguem observar

talvez seja mais um no chão
ao lado de um pequeno prédio de 32 andares
talvez seja outro, mas seremos dois.

as vezes me pergunto
quantos irão morrer por falta de compreensão,
e quantos irão restar em quatro paredes brancas sem nenhuma janela,
quantos não serão ouvidos.

o que estou sentindo,
quem tem que saber
a não ser eu mesmo
aquele que irá segurar isso até o fim
até o momento do grande finale

afinal vocês decidem o que eu sinto.
prazer, vontade, o que fazer
as escolhas não importam, pelo menos as minhas
afinal quem sou eu
só a próxima geração.

futuro incerto o meu?
Não, não o meu.
Eu serei o futuro de vocês
quem sabe lá na frente
vocês entendam o sentimento criado
e virem uns para os outros e percebam o errado

Seres moldados




Desde que nasci,sou um cachorro
um sábio que sabe obedecer
nos dias de hoje só me vejo
como um ser que não sou eu.
mas um pequeno ser criado por outro ser
que nada mais é do que um robô da sociedade

sinto que não sei quem sou
e que nem quem me criou sabe quem sou
sabemos que somos parecido
somos peças de brinquedos
que serão o que querem que seja

cheguei a certa idade e vi que talvez
todos estejam certos,
não mudará nada!!
seremos o que querem que sejamos
e nada mais

seremos seres complexos sem complexidade
seres mecânicos e provavelmente sem alma
apenas maquinas destinadas a obedecer
e não seremos nada

somos moldados e escupidos
a forma que bem desejam
e com isso a sociedade será una
apenas seres com armas na mão
sem uma minima compaixão